Como funciona o cambio sequencial (automatizado)

Olá pessoal, hoje vou dar continuidade a série de posts sobre tecnologias que saíram da Fórmula 1 e hoje estão nas ruas e o assunto de hoje é cambio seqüencial.

Para quem não conhece, o cambio seqüencial é parecido com um cambio automático, porém cabe ao motorista dar o comando para trocar as marchas, o leitor então pergunta… Se é o motorista quem troca as marchas, então qual a vantagem dele em relação a um cambio comum? A resposta é: a embreagem é acionada eletronicamente, provocando uma perda de rotação muito menor entre as trocas e ainda torna as trocas mais suaves, acabando com aqueles velhos e conhecidos trancos que o carro dá a cada troca.

Até pouco tempo atrás esse tipo de cambio era extremamente caro, nos carros de rua ele surgiu na Europa em 2000, mas na Fórmula 1 ele é bem mais antigo, data de 1989 e foi desenvolvido pela Ferrari.

Na Fórmula 1 já é extremamente natural ver o piloto trocando as marchas usando aquelas famosas borboletas atrás do volante (huuum agora você lembrou não é?). O funcionamento é simples, o piloto tem 2 botões atrás do volante (um deles sobe uma marcha e um deles desce uma marcha) quando o piloto aciona o botão, o sistema faz todo o trabalho pesado. Mas como?

Para informação do leitor, não existe um pedal de embreagem no carro de Fórmula 1 o que existe é um botão no volante que é usado em casos específicos como por exemplo quando o carro roda, o piloto aciona a embreagem para o carro não “morrer”, voltando ao sistema, ele é composto por 3 atuadores (atuador é qualquer dispositivo que produz um movimento, imagine os atuadores como pequenos braços mecânicos), quando o piloto aciona o botão um atuador aciona a embreagem,  outro “retira” a marcha que está engrenada, outro “engata” a próxima marcha e o primeiro “solta” a embreagem. Bem simples não é? Basicamente colocaram mecanismos robóticos para executar o trabalho que o ser humano executava, obviamente que com muito mais perfeição.

Mas como de fato funcionam esses atuadores? Bom, são basicamente 2 tipos:

Atuadores Hidráulicos:

Existe um reservatório de óleo armazenado em alta pressão (1), quando há necessidade de uma troca de marcha, esse óleo “empurra” os atuadores (2) que fazem o trabalho que eu expliquei acima.

Atuadores elétricos:

O procedimento é exatamente o mesmo, porém não existe reservatório de óleo, os atuadores recebem comandos elétricos e fazem exatamente o mesmo trabalho.

Deixando um pouco de lado a parte técnica, esse tipo de cambio chegou ao Brasil há relativamente pouco tempo e caiu nas graças dos consumidores, já é cada vez mais comum ver carros populares com esse sistema rodando por aí, alguns deles acionados por borboletas (como na Fórmula 1) outros deles acionados por alavancas (que são mais comuns).

Os carros de rua atualmente não possuem um cambio seqüencial propriamente dito, na verdade a opção de cambio seqüencial faz parte de todo um sistema de cambio chamado pelos fabricantes de “automatizado” que nada mas é do que um cambio que pode ser seqüencial (acionado pelo motorista) ou totalmente automático (mais cômodo às vezes) além disso, nesses carros também não existe o pedal de embreagem.

Bom, o post termina aqui, espero que tenham gostado.

Um abraço,

Rafael.

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